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Ambiente e energia
seta  Recolha de óleos de cozinha usados
seta  O preço da electricidade
seta  Vamo-nos questionar sobre o ambiente?
seta  Temática ambiental em Telheiras

O preço da electricidade|Topo|

João J. E. Santana
Professor Catedrático do IST
Maria José Resende
Professora Auxiliar do IST

O preço a pagar por um consumidor de electricidade é formado por várias parcelas que, em traços gerais, correspondem à produção, transporte e distribuição da energia eléctrica. Existem ainda outros custos associados à factura da electricidade os quais, nos últimos anos, têm sofrido um significativo incremento. É a questão do preço da electricidade que nos vai preocupar neste texto, evitando a terminologia própria do sector.

Para a satisfação do consumo nacional, que varia acentuadamente ao longo do dia (e do ano), as centrais de produção de energia eléctrica devem, ao longo do dia, entrar (ou sair) de funcionamento com uma certa ordenação. Esta ordenação tem por base os diferentes custos de produção; em primeiro lugar entram as centrais de menores custos de produção (carvão), a seguir entram as de gás natural e, se ainda for necessário, recorre-se às centrais cujo combustível é um derivado do petróleo (fuelóleo e gasóleo). O funcionamento das centrais hidroeléctricas depende de o ano ser considerado húmido ou seco. Se o recurso hídrico existir em abundância, a produção hidroeléctrica toma primazia face ao carvão enquanto que, num ano seco, a gestão das reversas hídricas deve ser cuidadosa de modo a suprir o consumo nas horas críticas (de ponta). Esta breve descrição da entrada (ou saída) em funcionamento das diferentes centrais de geração de energia eléctrica serve para ilustrar a variabilidade, ao longo do dia, do custo de produção. Qualquer perturbação que afaste o sistema da metodologia descrita acarreta um sobrecusto ao sistema. É de referir que a tarifa bi-horária, aplicável ao consumidor doméstico, tem por objectivo deslocar consumo para as horas de menor custo de produção, o que se reflecte numa diminuição da sua factura energética. A electricidade, que chega aos consumidores, é veiculada através das redes eléctricas. Quanto mais elevada é a tensão a que o consumidor está ligado menor é a utilização das redes e, naturalmente, menor é o custo por unidade de energia transportada. Para alimentar um consumidor ligado à rede de baixa tensão, isto é, a que chega às nossas casas, são necessários mais investimentos na rede e a ele estão associadas maiores perdas resultantes da circulação da energia; desta forma, este tipo de consumidor é o que apresenta o maior custo associado às redes, por unidade de energia.

A figura seguinte ilustra a decomposição nas principais parcelas do preço médio da energia na rede de baixa tensão normal. A fatia designada por "Uso Global do Sistema" engloba, entre outros custos, o da uniformidade tarifária estendida aos Açores e à Madeira, bem como o que resulta dos elevados preços face às soluções de produção convencional pagos à cogeração e às energias renováveis, nomeadamente, a eólica (sobrecusto).

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Figura1 - Decomposição percentual do preço médio da Baixa Tensão Normal [Proposta de tarifas e preços para a energia eléctrica e outros serviços em 2007, ERSE]

A parcela mais significativa no preço da electricidade é a que corresponde ao custo de produção. Sobre ela vamos tecer alguns comentários. A partir da década de oitenta e até muito recentemente, verificaram-se dois factos determinantes no comportamento económico do sector eléctrico: descida das taxas de juro no mercado de capitais e descida do preço dos combustíveis. Nestas condições, assistiu-se desde então a uma descida do custo da energia eléctrica para todos os consumidores. Com o quadro legislativo do sector eléctrico estabelecido em 1995, este ficou explicitamente regulado e, em particular, todos os grandes centros de produção funcionavam de acordo com um contrato comercial de longo prazo. Este contrato garante ao produtor a remuneração e a amortização do investimento, bem como as despesas de operação e manutenção da central desde que esta se apresente disponível. Com este enquadramento regulamentar e num cenário de preços de combustíveis constantes, a evolução dos preços determinada em 2000 foi a representada na figura seguinte.

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Figura2 - Custos médios de Produção a preços de 1998 [Reflectir Energia]

A prevista descida do preço da electricidade representada na figura anterior advém da metodologia utilizada para a amortização do investimento e, assim, em 2000, afirmava-se que os clientes têm estado e continuarão ainda durante alguns anos a financiar os futuros clientes!
Como foi possível a inversão da tendência expressa na figura anterior?
Existem vários factores que a partir de 2002 concorrem para o aumento do preço médio da electricidade, dos quais destacamos:

  1. O incremento significativo dos custos chamados de interesse geral, sendo os mais significativos: as rendas pagas aos Municípios, o alargamento da uniformidade tarifária às regiões autónomas da Madeira e dos Açores e o sobrecusto da cogeração e energias renováveis. Se em 2000 estes custos ascendiam a cerca de 120 milhões de Euro e correspondiam praticamente só às rendas aos Municípios, em 2007, e de acordo com a ERSE, eles ultrapassam o valor de 740 milhões de Euro. O cálculo do sobrecusto realizado pela ERSE é questionável e obter-se-ia um valor ainda mais elevado se efectuado com base na racionalidade económica.
  2. O aumento dos preços correntes dos combustíveis no mercado internacional; relativamente a 1999, o preço médio do petróleo quadruplicou e o do gás natural duplicou. No entanto, deve ser referido que, no mesmo período, o combustível mais utilizado em Portugal (o carvão importado) aumentou a preços correntes apenas cerca de 30% o que equivale, na prática, a uma manutenção a preços reais.
  3. O facto de, desde há alguns anos até hoje, a procura do custo mínimo de produção não constituir um objectivo nas decisões de gestão do sistema eléctrico.

Se em 2000 se previa uma descida continuada do preço da electricidade hoje, com o quadro vigente, iremos assistir a uma subida continuada do preço da electricidade ou, em alternativa, estaremos a transferir dívidas para nossos filhos!

Este texto baseia-se no livro "Reflectir Energia", editora LIDEL, recentemente publicado pelos autores.

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VAMO-NOS QUESTIONAR SOBRE O AMBIENTE?|Topo|

Sendo a ART um projecto de cidadania, cabe-lhe promover iniciativas sobre as questões da nossa sociedade, desde aquelas que nos afectam no quotidiano (o urbanismo, o trânsito, o lixo, a higiene urbana, a insegurança, etc.), até aos que afectam toda a Humanidade (o aquecimento global, as secas, a fome, as guerras, a problemática da energia, o desenvolvimento desigual, etc).
As emissões poluentes continuam e o Protocolo de Quioto é letra morta. Os combustíveis não param de aumentar numa especulação imparável. As energias alternativas tardam em chegar, para nos poupar as carteiras! O nuclear não pode ser alternativa quando Chernobyl continua a fazer vítimas! O mercado ibérico da energia e as fusões das grandes empresas servem para quê? Quando vamos ter transportes - públicos e particulares menos poluentes e mais baratos?
Os problemas identificados cabem na temática do Ambiente e são diariamente tratados nos meios de comunicação ou através de campanhas de sensibilização, nunca faltando recursos para falar sobre eles, escasseando meios ou rareando a vontade política para os resolver. Tudo isto tem a ver com o desenvolvimento desigual, com o egoísmo das nossas sociedades bem pensantes, que gostariam de viver num mundo ideal, em que os recursos naturais fossem inesgotáveis. A sociedade hodierna, em que todos querem ser sujeitos com voz, debate-se com fracturas até agora inultrapassáveis, havendo a consciencialização crescente da necessidade de informar sobre as melhores práticas, designadamente as ambientais, esperando-se ganhar os concidadãos para iniciativas concretas, integrando-as numa perspectiva global.
Dizem os cientistas que se queremos conhecer precisamos de medir. De facto, só através da utilização de indicadores numéricos poderemos estabelecer comparações, apropriando-nos melhor do conhecimento real das situações.
Na procura de um indicador sobre esta temática, simples e sugestivo, encontrámos a pegada ecológica, que indica a maneira como o homem utiliza os recursos naturais. Calcula e compara o que cada um, cada região ou cada país gasta, consoante o grupo social ou o local geográfico onde se encontra:

A pegada ecológica avalia o impacto humano na natureza.

No programa da nova direcção focam-se objectivos no âmbito dos transportes e das energias renováveis, a desenvolver no bairro, com carácter demonstrativo. Foi uma ideia que surgiu nas Jornadas organizadas pela ART, em Outubro passado, na Biblioteca Orlando Ribeiro, a desenvolver através de

Acções de Sensibilização para o Ambiente.

As iniciativas propostas foram a colocação de painéis fotovoltaicos, para aproveitamento da energia solar, e a criação de uma carreira de autocarro, no bairro, em que os veículos, utilizariam gás natural como forma de minimizar a poluição ambiental. (Cont.Pág.5)

O que fazer então, no âmbito da ART?

Criar um Grupo de Trabalho para dinamizar e divulgar a temática Ambiental

Quais os objectivos desse grupo?

  1. Identificar, dinamizar e apoiar iniciativas que se enquadrem na óptica ambiental e acompanhar o seu desenvolvimento, utilizando a "pegada ecológica" ou outros indicadores de avaliação dos resultados alcançados;
  2. Estabelecer contactos com outros grupos de cidadãos activos na matéria;
  3. Criar um espaço de divulgação e de debate sobre a temática ambiental, em geral, e sobre a qualidade de vida, em particular.

O que é a pegada ecológica?

pegada ecológica mostra a quantidade de terra e de água que são utilizadas para produzir tudo o que uma pessoa consome: alimentos, energia, meios de transporte, vestuário e outros bens materiais ou intangíveis que sustentam um determinado estilo de vida. A unidade de cálculo utilizada é o hectare, unidade de superfície equivalente a dez mil metros quadrados. O planeta proporciona actualmente, em média, dois hectares por pessoa. Em 2050, com uma população mundial de dez mil milhões de habitantes, o espaço cairá para 1,2 hectare. As perspectivas são críticas, já que actualmente a pegada ecológica da humanidade é 30% superior aos recursos existentes no mundo:
Consumimos mais do que a natureza nos pode dar".
Estimada a pegada ecológica de cada um, de cada bairro, de cada País, etc., vamos poder enquadrar as iniciativas que irão ser desenvolvidas pela ART e aquelas em que cada um se irá empenhar por iniciativa própria, integrado ou não em movimentos sociais, numa perspectiva global do seu impacto.

Experimente calcular a sua pegada ecológica:
http://www.earthday.net/Footprint/index.asp

Envie-nos a sua pegada para artelheiras@clix.pt

Notícia:

Escola Alemã totalmente abastecida por energia fotovoltaica:
A partir de agora e depois de uma instalação concluída em apenas duas semanas, a Escola Alemã, em Telheiras, passou a estar totalmente alimentada por energia solar. Foram colocados em 233 m2 dos telhados da escola painéis solares que permitem evitar a emissão para o ar cerca de 30,5 toneladas de dióxido de carbono. Com uma potência de 25 kW, prevê-se que venha a produzir por ano cerca de 35 mil kWh de energia eléctrica, directamente aproveitada pela escola ou injectada na rede pública de energia eléctrica - (Jornal Público, 27/4/ 2006)
Vamos organizar uma visita para conhecer este projecto?
José Manuel Duarte

TEMÁTICA AMBIENTAL EM TELHEIRAS|Topo|

A ART tem, ao longo dos anos, procurado dar resposta aos anseios e às preocupações dos vizinhos no que respeita à ocupação de tempos livres - cultura e lazer - e à intervenção e reivindicação junto das entidades competentes, quanto aos diversos problemas que afectam a vida no Bairro. Todos os dias nos chegam solicitações para intervir em assuntos dos mais diversos e dezenas de vizinhos têm participado em grupos de trabalho com o objectivo de resolver questões candentes. Tem havido resultados muito positivos, apesar da lentidão com que as entidades responsáveis tratam destes assuntos. Desta vez e com este Grupo de Trabalho pretende-se ir um pouco mais além e mobilizar as boas vontades, procurando a participação dos vizinhos na abordagem de questões actuais e candentes da sociedade hodierna, que a todos preocupa: a economia de energia, as energias alternativas e a economia dos recursos disponíveis. Estes assuntos já foram abordados no número anterior do Boletim da ART tendo, na altura, sido apresentada uma metodologia de sensibilização: a pegada ecológica. Ainda recentemente (Público de 24 de Outubro) se apresentavam números alarmantes: cada habitante de Portugal precisa, em média, de pelo menos 4,2 hectares de terra para garantir os recursos que utiliza para bastar às suas necessidades. Contudo o País só tem 1,2 hectares produtivos per capita. Cada um de nós "deve" então 2,6 hectares à Terra, é a conclusão a tirar. Nalguns países do mundo, certamente, muitos utilizam muito menos para se bastarem! A comunicação social também nos apresenta todos os dias essa dura realidade. Cada um de nós estará certamente preocupado com esta situação e muitos estão disponíveis para intervir, para fazer alguma coisa. A informação sobre esta problemática e a realização de acções concretas e emblemáticas no Bairro, mesmo que sejam de pequena dimensão, é o que nos propomos dinamizar ao lançar este Grupo de Trabalho, que só terá sentido se nele participarem um número alargado de vizinhos. Conversas havidas e propostas recebidas permitiram, desde já, identificar algumas propostas, para as quais se solicita a sua colaboração:

- Instalar na ART um painel fotovoltaico de demonstração
- Dinamizar no Bairro um projecto de ECOCASA1

O primeiro projecto, no âmbito das energias alternativas, visa chamar a atenção para o aproveitamento dos recursos renováveis existentes e para a necessidade de desenvolver tecnologia em Portugal, à semelhança do que fazem outros países europeus.
O segundo projecto, no âmbito da economia de energia, pretende chamar a atenção de todos para a necessidade de consumir de forma racional, gastando menos recursos e economizando ao fim do mês.
Para começar estas são acções de âmbito limitado, que se querem simples. Deste modo pretende-se obter resultados num prazo razoável, consolidar um Grupo de Trabalho e, seguramente, lançar novas iniciativas.
A melhoria do Ambiente e da Qualidade de Vida precisam da sua colaboração. Porque não fazê-lo na sua área de residência?
Participando, colabora numa acção cívica louvável e poderá resolver alguns problemas que o afectam directamente.

Eco-ideias

Os pequenos gestos também contam

Separar os resíduos

O quê? Quem trata? Onde entregar?
Papel e cartão Serviços
camarários
Ecoponto
Vidro
Embalagens e plásticos
Cápsulas ART
Pilhas e baterias Entidades
certificadas
Diversos
estabelecimentos
Tinteiros de impressoras
Radiografias AMI2 Farmácias
Medicamentos Valormed3

Poupar

Água

Autoclismo: aprenda a poupar água 4

Uma descarga do autoclismo leva pelo esgoto abaixo cerca de 15 litros de água potável. O autoclismo representa 40 % do consumo de água de uma casa... Ao fim de um ano cada pessoa gastou 27.500 litros de água e afinal é tão fácil baixar este desperdício.
Basta escolher um autoclismo com menor capacidade ou com a opção de meia-descarga. Pode ainda tentar regular a bóia no interior do autoclismo para uma altura menor, diminuindo assim o volume da descarga.
Ou de forma mais prática coloque uma pedra ou uma garrafa cheia de água dentro do depósito. Com isto são milhares de litros de água potável que se poupam e uma ajuda significativa para baixar os custos na sua factura de consumo de água.

Banho

Sabia que para um duche médio necessita de cerca de 15 litros de água quente?

Electricidade

Reduzir nos consumos desnecessários, isto é, não deixar luzes acesas numa divisão se ainda vamos demorar uns minutos a voltar para ela (mesmo com lâmpadas economizadoras), não deixar a televisão nem o rádio ligados se não estamos a usufruir deles. Escolher electrodomésticos mais eficientes.
Estes são exemplos do que podemos fazer no nosso dia a dia

No próximo Boletim vamos abordar estas questões de forma sistemática.

1 Este projecto é uma inicitaiva da Quercus que se pretende divulgar em Telheiras

2 A AMI (Assistência Médica Internacional) recolhe radiografias usadas, que manda reciclar para aproveitamento da prata. O produto final da iniciativa é canalizado para as missões humanitárias da AMI no mundo e para o projecto de acção social em Portugal. A campanha é anual em data a anunciar.

3 A Valormed é a sociedade que gere o Sistema Integrado de Recolha de Embalagens e Medicamentos

4 28-02-2005 (notícia Quercus)

 
Cartaz
seta  Recolha de óleos de cozinha usados|Topo|

| Junho 2007 |

Como fazer:
1º) Guarde os óleos vegetais de cozinha usados – de milho, soja, girassol, colza, etc - sem restos de cozinha, impurezas, nem água;
2º) Ponha numa garrafa de plástico (qualquer capacidade), bem rolhada, embrulhada num saco plástico atado;
3º) Entregue na APCL- Rua prof. Vieira de Almeida, 6, c/v (torre ao pé do Quiosque Verde), ou na Av. Rainha D. Amélia ou na ART – Rua Mário Chicó, 5 loja.
Note bem:
Não coloque óleos minerais, sintéticos ou mecânicos. Só óleos vegetais.
Campanha da APCL - Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa.

O QUE é o BIODIESEL?
- É um combustível líquido idêntico ao gasóleo.
- É obtido por transesterificação metílica de óleos ou gorduras vegetais, virgens ou já usados.
- Quimicamente é um monoéster metílico.
- É menos poluentes em CO2 do que o gasóleo
- Tem rendimento igual ao gasóleo
- Custa 0,85 ¤ / Lt  c/IVA  (isento ISP – Imposto sobre produtos petrolíferos).
- A mistura biodiesel com gasóleo, pode ir até 100% de biodiesel (0% gasóleo). Em qualquer combinação tem praticamente o mesmo rendimento.
- Convencionou-se B10, B20,… B50,… B100 consoante a mistura tem 10%, 20%... 50%.. 100% de biodiesel.
- Actualmente já é adicionado 5% ao gasóleo vendido
- Não carece de nenhuma adaptação dos motores.
- Pelo seu poder solvente, requer, no início, a substituição de filtro, dada a depuração de impurezas do depósito.
- Por lei só é vendido a frotas ou entidades com depósito de combustível próprio.

 

 

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