 Quem
somos
Criada em 2000, a Equipa de Protecção Civil da ART é um grupo
de voluntários constituído por residentes no bairro de Telheiras,
minimamente preparados e equipados.
Preparação da equipe:
- Conhece o bairro, os seus riscos e
potencialidades, conhece as pessoas e entidades locais
- Tem
formação base em riscos de incêndio, matérias perigosas, extintores e
primeiros socorros.
- Actua voluntáriamente após a
salvaguarda da sua pessoa, familia e bens
- Dada a
sua condição de moradores, é sobretudo à noite e aos fins de semana que
se encontra no bairro, eventualmente disponiveis
Missão da equipe:
Na
prevenção
- Informar e prevenir sobre riscos, nomeadamente
incêndios e sismos
- Alertar os condominios para a
conveniência de terem um plano de emergência no seu prédio
- Em
caso de acidente ou incêndio, apoiar até à chegada de bombeiros
- Em caso de catástrofe ou incêndio, ajudar a evacuar idosos e
acamados
- Em caso de sismo, organizar os primeiros
socorros, os pontos de encontro e as zonas de reunião
- Referir-se
ao Centro de Operações Emergência (COE) municipal e da freguesia
comunicando situações de risco e pedindo as ajudas necessárias
Na
emergência
COORDENAÇÃO
- proceder ao alerta imediato de qualquer situação
de emergência
- solicitando o socorro às
autoridades competentes,
- actuando em articulação
com as mesmas
- prestando o apoio necessário de
acordo com as suas atribuições
- até ao
estabelecimento do socorro organizado
- avaliar a
situação de emergência e estabelecer prioridades
- difusão
de avisos, medidas de autoprotecção e informação geral
OPERAÇÕES
- reconhecimento geral da situação
- busca,
socorro e salvamento
- primeiros socorros
- pesquisa de soterrados
- triagem de
sinistrados com vista à evacuação primária
- condução
de vitimas para postos de triagem
- evacuação
secundária para os pontos de encontro e zonas de reunião
- demarcar
áreas prioritárias
- evacuação dos edifícios
atingidos
LOGÍSTICA
- Conferir o estado dos recursos
- se
necessário encontrar novas alternativas utilizaveis
- gerir
e mobilizar dos meios necessários
- fazer o
levantamento dos fornecedores dos vários bens/serviços
- providenciar
a subsistência das equipas e da população afectada
- encaminhar
o voluntariado espontâneo para as missões
INFORMAÇÕES E COMUNICAÇÕES
- sistema alternativo de comunicação
- assegurar
um serviço de estafetas
- pontos de situação sobre
a evolução da situação
- recensear a população
afectada;
- relação de desaparecidos e sinistrados
(mortos e feridos)
ALGUMAS MEDIDAS DE PREVENÇÃO E EMERGÊNCIA
PARA UM PRÉDIO RISCO INCÊNDIO
- Marcos de água para abastecimento de carros de
bombeiros
- Bocas de incêndio
- Extintores
(para as garagens pó classes ABC ou baldes de areia
- Iluminação
de emergência com baterias autónomas
- Detecção de
incêndios e alarme
- Portas antifogo
- Saídas
de emergência desimpedidas e bem sinalizadas
- Fuga
pelo terraço ou telhado acessiveis
- Sinalização
luminescente indicando os percursos de emergência, extintores, escadas,
saídas, quadros de gás e de electricidade
- Abertura
para fora de portas de emergência
- Desenfumagem
dos estacionamentos subterrâneos
O que fazer em caso de incêndio?
- tentar apagar o foco com manta, extintor, areia,
terra
- ou água se não tiver origem em óleo quente
ou electricidade
- Se não conseguir, dê o alarme
- Sair fechando portas e janelas e verificando que não fica
ninguem atrás
- Desligar gás e electricidade
- Não usar elevadores
- Desligar os quadros
de gás e electricidade do prédio
- (depois de não
haver ninguem no elevador)
- Sair do prédio e
concentrar-se nas imediações
- verificar quem está
e quem falta
Kit de emergência
- Caixa de 1º socorros
- Foco
eléctrico ou candeeiro a pilhas
- Agua engarrafada
- Comida em conservas, frutos secos, bolachas, biscoitos, etc.
- Rádio com pilhas
- Canivete ou faca
- Algumas ferramentas - martelo, chave de fendas, alicate,
tesoura, etc.
Contacto:
Para mais Informação:artelheiras@clix.pt
Plano de emergência tem apoio do comércio local
Depois da aprovação do Plano Local de Emergência pelo Serviço
Municipal de Protecção Civil (SMPC), os voluntários de Protecção Civil
contactaram comércios para dar a conhecer o mesmo e estes
prontificaram-se a dar o possível e necessário em caso de catástrofe ou
sismo. Entretanto a equipe de Telheiras, graças a um subsídio do SMPC
comprou três rádios para transmissões em caso de sinistro. Os
estabelecimentos que se declaram prontos a ajudar em caso de
necessidade, sobretudo com géneros alimentícios são: Frutaria Aquário,
Minimercado do António, Casa da Paparoca, Charlot, Dixit, Entredentes,
Melkia-Spirit, Cantinho de Telheiras, Solar de Telheiras. As restantes
firmas que ainda não foram contactadas podem fazê-lo através do 93 404
17 39, por mail, carta ou pessoalmente às 4ªfª das 21h30 às 23h (na
sede da ART). Todas as ajudas são bem-vindas. Entretanto a equipa
ensaiou os 4 novos rádios CB para transmissão em caso de emergência que
vão ficar em vários locais estratégicos do bairro.
Junº2006 |
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A Protecção Civil de Lisboa recomenda:
MEDIDAS DE PROTECÇÃO EM CASO DE SISMOS
Antes
Informe-se sobre as causas e efeitos possíveis de um sismo na
sua zona. Fale sobre o assunto de uma forma tranquila e serena com os
seus familiares, vizinhos, amigos e com os Voluntários de Protecção
Civil de Telheiras.
- Elabore um plano de emergência para a
sua família.
Certifique-se que todos sabem o que
fazer, no caso de ocorrer um sismo. Combine previamente um local de
reunião, no caso dos membros da família se separarem durante o sismo.
Prepare a sua casa por forma a facilitar os movimentos, libertando os
corredores e passagens, arrumando móveis e brinquedos. - Organize
o seu kit de emergência.
Reúna uma lanterna, um
rádio portátil e pilhas de reserva para ambos, bem como um extintor e
um estojo de primeiros socorros. Armazene água em recipientes de
plástico, bolachas e alimentos enlatados, para três ou mais dias.
(Atenção: verifique com periodicidade os prazos de validade destes
componetes). - Organize o seu kit de
emergência.
Reúna uma lanterna, um rádio portátil
e pilhas de reserva para ambos, bem como um extintor e um estojo de
primeiros socorros. Armazene água em recipientes de plástico, bolachas
e alimentos enlatados, para três ou mais dias. (Atenção: verifique com
periodicidade os prazos de validade destes componetes). - Identifique
os locais mais seguros.
Distribua os seus
familiares por eles: Vãos de portas interiores, cantos de
paredes-mestras, debaixo de mesas e camas. Mantenha uma distância de
segurança em relação a objectos que possam cair ou estilhaçar.
- Conheça os locais mais perigosos.
Junto a janelas, espelhos, candeeiros, móveis e outros objectos.
Elevadores e saídas para a rua. Fixe as estantes, os vasos
e floreiras às paredes da sua casa. Coloque os objectos pesados, ou de
grande volume, no chão ou nas estantes mais baixas. Ensine a todos os
familiares como desligar a electricidade e cortar a água e o gás. Tenha
à mão, em local acessível, os números de telefone de serviços de
emergência.
Durante
- Se está dentro
de casa ou de um edifício
Se estiver num dos
andares superiores de um edifício, não se precipite para as escadas.
Nunca utilize elevadores. Abrigue-se no vão de uma porta interior, nos
cantos das salas ou debaixo de uma mesa ou cama. Mantenha-se afastado
de janelas e espelhos. Tenha cuidado com a queda de candeeiros, móveis
ou outros objectos. - Se está na rua
Dirija-se para um local aberto com calma e serenidade, longe do mar ou
cursos de água (podem ocorrer maremotos/tsumanis). Não corra nem ande a
vaguear pelas ruas. Mantenha-se afastado dos edifícios (sobretudo dos
mais degradados, altos ou isolados) dos postes de electricidade e
outros objectos que lhe possam cair em cima. Afaste-se de taludes,
muros, torres, chaminés e varandas que possam desabar. - Se
está num local com grande concentração de pessoas
Fique dentro do edifício, até o sismo cessar. Saia depois com calma,
tendo em atenção as paredes, chaminés, fios eléctricos, candeeiros e
outros objectos que possam cair. Não se precipite para as
saídas. As escadas e portas são pontos que facilmente se enchem de
escombros e podem ficar obstruídos por pessoas que tentam deixar o
edifício. Nas fábricas mantenha-se afastado das máquinas
que podem tombar ou deslizar. - Se está a
conduzir
Pare a viatura longe de edifícios,
viadutos, pontes, muros, taludes, postes e cabos de alta tensão e
permaneça dentro dela.
Depois
Mantenha a calma e conte com a ocorrência de possíveis
réplicas. Não se precipite para as escadas ou saídas. Nunca utilize
elevadores. Não fume, nem acenda fósforos ou isqueiros. Não use
interruptores. Pode haver fugas de gás. Corte a água e o gás e desligue
a electricidade. Utilize lanternas a pilhas. Ligue o rádio e cumpra as
recomendações que forem difundidas. Limpe urgentemente os
produtos inflamáveis que tenham sido derramados (álcool ou tintas, por
exemplo). Evite passar por locais onde existam fios eléctricos soltos.
Não utilize o telefone, excepto em caso de extrema urgência (feridos
graves, fugas de gás ou incêndios).Não circule pelas ruas para observar
o que aconteceu. Liberte-as para as viaturas de socorro.
MEDIDAS CONTRA INCÊNDIO PARA CONDOMÍNIOS
- Mantenha os acessos para viaturas de socorro
desimpedidos.
- Marcos de água para abastecimento
de carros de bombeiros em bom estado.
- Bocas-de-incêndio
operacionais.
- Coloque extintores (para as
garagens pó classes ABC) ou baldes de areia em locais acessíveis.
- Iluminação de emergência com baterias autónomas.
- Detector
de incêndios e alarme a funcionar.
- Portas
corta-fogo fechadas.
- Saídas de emergência
desimpedidas e bem sinalizadas.
- A fuga pelo
terraço ou telhado deve estar acessível.
- Sinalização
luminescente indicando os percursos de emergência, extintores, escadas,
saídas.
- Quadros para corte geral de electricidade
e gás identificados e acessíveis
- Abertura para
fora de portas de emergência.
- Desenfumagem/tiragem
de fumos dos estacionamentos subterrâneos a funcionar.
- Seguro
de incêndio actualizado.
Telefones úteis na cidade de Lisboa:
N° Nacional Emergência: 112 Regº
Sapadores Bombeiros: 21 342 2222 21 390 6060 Departamento
de Protecção Civil da Câmara Municipal de Lisboa:
Rua Cardeal Saraiva 1070-045 Lisboa Telef. 21 782 5200 Fax- 21 726 8589
e-mail:
dfi@cm-lisboa.pt Voluntários
Protec.Civil Telheiras: 93 404 1739 / 96 252
4841/ 93 283 7425 / 91 879 5423
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realizado pelos Voluntários de Protecção Civil
Segundo orientação do Serviço Municipal de Protecção Civil, a nossa
equipe de Voluntários fez o reconhecimento do bairro, tendo sobretudo
em vista as situações de sismo. Até hoje, os riscos e recursos
diagnotiscados foram os seguintes.
RISCOS
- Sismos
- Sendo
os terrenos sedimentares, conferem menos estabilidade. Esta é
compensada pela recente construção dos edifícios, na expectativa de que
os regulamentos de construção anti-sismica tenham sido respeitados.
- Grandes vias rodoviárias
- O
envolvimento do bairro pelas três grandes vias, av.Pde. Cruz, a
nascente, 2ªCircular a sul, Eixo Norte-Sul a poente, dão a configuração
de triângulo ou "ilha" com acessos limitados. O Eixo N-S, dada a sua
intensidade de circulação, a posição sobrelevada em relação ao bairro -
mormente em relação à Escola Básica nº57 - pode ocorrer um despiste ou
queda de veiculos e cargas. Nesta eventualidade, foram plantados em
tempo embora em numero insuficiente, a pedido da Escola e da ART,
algumas arvores no limite do pátio.
- O
Alto da Faia
- é a parte mais
condicionada, com 2 acessos em viaduto e 3 em piso térreo, destes
ultimos um aberto recentemente do Alto da Faia III para a av.Pde. Cruz.
- Acessos ao bairro
- São
4 em viaduto e 4 em piso térreo, e destes ultimos, o da av. Pde
Cruz/av.Rª D.Amélia, junto ao Colégio Planalto, entre taludes/muros de
terras. Existe ainda uma passagem pedonal na Estª Telheiras sob o
viaduto da av.Padre Cruz. Quatro outros acessos alternativos poderão
ser abertos em caso de catástrofe.
- Os
grandes cruzamentos rodoviários
- existentes
nas imediações do bairro - Eixo N-S/2ªCircular, Eixo N-S Av.Pde Cruz e
AvPde.Cruz/2ªCircular, para alem dos entroncamentos (em T) existentes
dentro do bairro, constituirão prováveis pontos de congestionamento em
caso de acidente.
- Viadutos
- são 6 no interior do bairro, dois dos quais, o da r.
Francisco Gentil, junto à Qtª S. Vicente, e o da r. Hermano Neves,
entaipados. Em caso de sismo, risco de colapso.
- Condutas
de água
- conhecidas são duas - uma de
150 cm de diâmetro da r. Abel Salazar-Vieira Almeida-Av.Pde.Cruz em
direcção ao Campo Grande e outra de 120 cm de diâmetro, pela r.Abel
Salazar-Vieira Almeida-Azinhaga das Galhardas em direcção à 2ªCircular.
Existirá uma terceira aductora saindo do depósito de água em direcção a
Carnide/Amadora, de que desconhecemos o traçado. Os riscos são em caso
de rebentamento o forte jacto ocasionado, o que já levou ao desvio da
conduta sob o pátio da Escola EB 2+3 nº1.
- Depósito
de água da EPAL
- construido nos anos de
1940/50 no Alto da Faia, em zona de aterro, terá já uma consolidação e
uma construção anti-sismica que lhe permitirão resistir a sismos de
forte intensidade.
- Central de Cloro
- Depósito de água da EPAL, virado para a r. Abel Salazar,
sobrelevado em relação às moradias fronteiras, poderá ser um risco em
caso de fuga. Enquanto gás mais pesado do que o ar, tenderá a derramar,
e é tóxico para as vias respiratórias, irritante para olhos e pele.
explosão e fuga, pelo Haverá que fechar e calafetar portas e janelas, e
em caso de contacto, lavar abundantemente com água.
- As
4 bombas de gasolina em volta do bairro são de
risco de explosão e incêndio.
- As redes
de gás e as caixas de electricidade e de telecomunicações têm
os riscos de que somente uma vigilância de proximidade as poderá
prevenir.
- As ruas vedadas com pilaretes
de pedra (frades) no Telheiras Antigo e no acesso à estação
de Metro de Telheiras são uma barreira a remover em caso de acidente,
para o que já alertamos a EPUL e CML, sem efeito.
- Estacionamentos
subterrâneos, Praça Central, túnel e estação de Metro são
construções em envasado (sob pilares) que embora com ajardinados à
superficie, não deixam de poder colapsar em caso de sismo.
- Piscina
do Alto da Faia, risco de fuga ou ruptura em caso de sismo.
- Os grupos mais vulneráveis a requererem
maior apoio em caso de emergência são os 8 infantários, os 2 lares de
idosos, a Clinica S.José e a Associação Paralisia Cerebral.
- Estádio
e estacionamento irregular é o risco mais "previsivel" e
importuno pois acontece quinzenalmente, com mais de 1.500 carros
estranhos ao bairro, tapando ruas, portas, garagens, dificultando o
acesso a autocarros, carros dos bombeiros e ambulâncias, como
verificado ao longo de anos. PSP e Sporting, apesar dos numerosos
protestos da ART e de moradores, minimizam os riscos invocando a
transitoriedade do evento, mas de facto as vias de circulação ficam
obstruídas e em caso de emergência é melhor procurar saída pelo lado
poente do bairro - r. Fernando Namora, av. Nações Unidas.
- Mais
recentemente um novo tipo de risco surgiu: os disturbios e confrontos
entre claques de futebol, devido à redução de
enquadramento pela PSP.
- Não foram identificados
riscos industriais depósitos de produtos
explosivos, quimicos, etc. nem estabelecimentos de risco. Não foram
identificados locais passíveis de alagar ou inundar .
- Embora
próximo, o aeroporto não deverá constituir perigo
na medida em que nenhuma das linhas de aproximação sobrevoa o bairro, à
excepção das pequenas aeronaves.
RECURSOS
- As 10 escolas, publicas e
particulares, existentes no bairro, constituem os possíveis locais
de acolhimento em caso de sismo ou catástrofe.
- Os
pontos de encontro e informação sobre desaparecidos,
evacuados ou mortos, serão a esquadra da PSP, os Voluntários de
Protecção Civil na ART e os Escuteiros de Telheiras na Igreja.
- Os locais de concentração após um sismo
serão os que mais abertos e sem construções altas se apresentarem:
polidesportivo do Alto da Faia, jardim da policia/Lgº.Principe Candia,
estacionamento r.Mark Athias, terreno junto escolas na r.Hermano Neves,
Avª. Ventura Terra, etc.
- Os antigos
poços de água, existentes no bairro, poderão ser um
abastecimento alternativo, caso as condutas de água rebentem, como
normalmente ocorre num sismo.
- Estabelecimentos de
géneros alimentares, restaurantes e cafés, farmácias, clinicas,
laboratórios e consultórios, etc. serão recursos bem-vindos.
- O espaço para helipista, ainda não
identificado, deverá ter 60 m de diâmetro
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