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Abel de Lima Salazar nasceu em Guimarães em 1889 e morreu em Lisboa em 1946. Doutorou-se em 1915, na Faculdade de Medicina do Porto, com um ensaio sobre Psicologia Filosófica. Foi professor catedrático da cadeira de Histologia e Embriologia da Universidade do Porto, a partir de 1919, tendo realizado uma série de notáveis trabalhos de investigação. Em 1935, por motivos políticos, foi demitido da Universidade, embora venha a ser reintegrado em 1941.
Seguidor de ideais progressistas, em 1945 participa no Movimento de Unidade Democrática (MUD), o que lhe acarretou novas perseguições do regime de Salazar. Apesar das dificuldades publicou muitos trabalhos de índole científica. Abel Salazar é também conhecido pela sua obra como pintor e desenhador, gravador, escultor e martelador de cobres. A Casa – Museu Abel Salazar, em S. Mamede de Infesta, recria o ambiente onde o mestre viveu grande parte da sua vida. Do espólio consta mobiliário e objectos de uso pessoal,
diversos trabalhos tais como desenhos, aguarelas, óleos, esculturas, gravuras, trabalhos de investigação científica, etc.
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Bento de Jesus Caraça foi um destacado matemático, professor universitário e cidadão. Filho de camponeses, nasceu em 1901, em Vila Viçosa, e morreu em 1948,
em Lisboa. Estudou no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (actual ISEG), terminando a licenciatura em 1923. Em 1924 foi nomeado 1.º assistente e em 1927 Professor Extraordinário. Por concurso público, em 1929,
ascende à cátedra de Matemáticas Superiores. Data de 1933 uma conferência que profere na União Cultural Mocidade Livre
(“A Cultura Integral do Indivíduo - problema central do nosso tempo”), cujo texto é, ainda hoje, uma referência incontornável.
Da bibliografia do Prof. Caraça é indispensável referir também o livro “Conceitos Fundamentais da Matemática”.
Em 1941, com outros colegas, funda a “Biblioteca Cosmos”, um projecto editorial memorável, de divulgação científica e cultural acessível ao grande público.
Devido à sua actividade cívica antifascista (fez parte da direcção do MUNAF/Movimento de Unidade Nacional Antifascista, criado em 1944,
e da comissão executiva do MUD/Movimento de Unidade Democrática), em 1946 foi expulso da docência universitária pelo governo presidido por Oliveira Salazar.
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Fernando da Conceição Fonseca nasceu em 1895, em Lisboa, e faleceu em 1974. Pioneiro da infecciologia em Portugal,
foi um dos mais notáveis médicos portugueses da sua geração. Licenciou-se em medicina em 1918 pela Faculdade de Medicina de Lisboa e notabilizou-se pela actividade pedagógica e clínica. Foi médico dos Hospitais Civis de Lisboa e Professor da Universidade de Lisboa (UL), onde, a partir de 1932, regeu o Curso de Moléstia Contagiosas. A partir de 1944 fez parte da Direcção do Instituto Português de Oncologia. Ocupou a cátedra de Propedêutica Médica da UL entre 1943 e 1947,
ano em que foi afastado de funções, por motivos políticos, pelo Governo de Oliveira Salazar. Tem vasta obra publicada sobre temas médicos.
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Fernando Gonçalves Namora nasceu em 1919, em Condeixa, e faleceu em Lisboa, em 1989. Médico de formação, exerceu actividade na sua terra natal, na Beira Baixa, no Alentejo e, em Lisboa, mas é conhecido, sobretudo, como escritor. Em 1941, com outros companheiros, concretiza a ideia do «Novo Cancioneiro», que assinala o advento do movimento neo-realista. Um ano depois começa a exercer clínica e publica o romance Fogo na Noite Escura. Passa a publicar com grande frequência, sendo de referir: a novela Casa da Malta (1945); o romance Minas de San Francisco (1946), baseado no ambiente social nas Minas da Panasqueira; a primeira série de Retalhos da Vida de Um Médico (1949), que obterá o Prémio Vértice, criado pela revista com esse nome, que ainda hoje se publica. Dos livros dos últimos anos da sua vida podem citar-se: Rio Triste (1982);o livro de poemas Nome para uma Casa (1984); Sentados na Relva (1986), mais um volume de «Cadernos de um Escritor», e, no mesmo ano, “URSS, Mal Amada, Bem Amada”; Jornal sem Data (Cadernos de um Escritor) (1988).
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Francisco Soares Branco Gentil foi professor de cirurgia da Faculdade de Medicina de Lisboa. Nasceu em Alcácer do Sal em 1878 e morreu em Lisboa em 1964. Foi director da Faculdade de Medicina de Lisboa, enfermeiro-mor dos Hospitais e membro do Senado Universitário da Universidade de Lisboa. Destacou-se na luta contra o cancro em Portugal, e, nesse campo, foi o grande dinamizador do Instituto Português para o estudo do Cancro, criado em 1923 no Hospital Escolar de Santa Marta em Lisboa. Este Instituto veio dar lugar, anos mais tarde, ao actual Instituto Português de Oncologia, na Palhavã, em Lisboa, que tem o seu nome.
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António Hernâni Cidade foi um destacado professor universitário, ensaísta, historiador e crítico literário. Nasceu no Redondo, distrito de Évora, em 1887, e faleceu em Évora em 1975. Doutorado em Filologia Românica, por convite leccionou na Faculdade de Letras do Porto a partir de 1919. Mais tarde, após concurso, passa a leccionar na Faculdade de Letras de Lisboa. Em 1930 é afastado da docência na Faculdade de Letras do Porto pelo governo de Oliveira Salazar. Foi colaborador das principais revistas de criação e crítica literária de então, tais como a Águia e a Seara Nova, além de jornais diários. Da sua vasta obra podemos destacar: Tendências do Lirismo Contemporâneo (1939); Conceito de Poesia como Expressão de Cultura (1945); Portugal Histórico-Cultural (1947); Literatura Autonomista sobre os Filipes (1948); Camões Lírico e Camões Épico, além de Ensaio sobre a Crise Mental do séc. XVIII (Imprensa da Universidade da Coimbra, 1929), que Cidade considerava ser o seu «livro mais interessante».
Refira-se ainda o Prefácio e Notas de A defesa do Padre António Vieira perante a Inquisição (Univ. da Baía, 1952).
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Hermano António da Silva Neves foi um notável jornalista. Nasceu em Góis (Alvares), em1884, e faleceu em 1929, em Lisboa. Foi um conhecedor apaixonado dos problemas ultramarinos. Foi colaborador do General Norton de Matos em Angola, quando este tinha as funções de Alto-Comissário.
Foi o primeiro jornalista português a fazer uma grande reportagem no interior de África.
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Embora possui-se formação em medicina, notabilizou-se como historiador e crítico de arte. Nasceu em Chaves, no ano de 1866, e faleceu em Paço de Arcos, em 1961. Foi um dos fundadores da Sociedade Carlos Ribeiro, editora da Revista de Ciências Naturais e Sociais. Foi professor de Arqueologia e História de Arte Clássica. Na Faculdade de Letras de Lisboa regeu a cadeira de Estética e História de Arte até 1936. Colaborou em reformas de ensino artístico e publicou em várias revistas de arte, inclusivamente francesas.
Entre os seus trabalhos publicados mencione-se Arte Portuguesa (em 3 volumes) publicada em 1946.
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Mário Tavares Chicó nasceu em1905, em Beja; e faleceu em Lisboa, em 1966. Em 1935, obtém a licenciatura em Ciências Históricas e Filosóficas da Faculdade de Letras de Lisboa. Pouco depois, com uma bolsa do Instituto de Alta Cultura, frequenta o Instituto de Arte e Arqueologia da Universidade de Paris, de 1937 a 1939. Foi professor de Estética e História de Arte na Faculdade de Letras de Lisboa partir de 1945, onde se destacou na sua área.
Organizou o Museu da Cidade de Lisboa (1940) e esteve à frente do Museu de Évora (1943). Da sua vasta obra destacam-se «Arquitectura da Idade Média em Portugal, dois Estudos acerca do Mosteiro da Batalha» (1944), «A Catedral de Évora na Idade Média» (1946), «Arquitectura Gótica em Portugal» (1954), «A 'Cidade Ideal' do Renascimento e as Cidades Portuguesas da Índia» (1956), «Algumas Observações acerca da Arquitectura da Companhia de Jesus no Distrito de Goa» (1956).
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Jacinto Almeida do Prado Coelho nasceu em 1920 e morreu em 1984, em Lisboa. Licenciado em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde passou a ser professor durante quarenta anos. Pertenceu à Sociedade Portuguesa de Escritores, de que foi Presidente até ao encerramento compulsivo da SPE por ordem do governo de Oliveira Salazar, em 1965: Foi director da Revista Colóquio/ Letras, da Fundação Calouste Gulbenkian; membro de várias Academias como a Academia das Ciências, de que foi presidente; e de Sociedades como a Hispanic Society e a Associação Internacional de Críticos Literários, de que foi vice-presidente. Tem vasta obra publicada, como se pode ver em Afecto às Letras. Homenagem da Literatura Portuguesa Contemporânea a Jacinto do Prado Coelho, Lisboa, INCM, 1984.
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Francisco Pulido Valente foi médico e professor universitário. Nasceu em Lisboa em 1884 e faleceu em 1963 na mesma cidade. Formou-se na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e iniciou o ensino universitário em 1912 como assistente de Psiquiatria. Fez investigações sobre etiologia e patogenia da paralisia geral que tiveram repercussões além-fronteiras. Tornou-se o expoente em Portugal da medicina interna quando, em 1920, assumiu a cadeira de Clínica Médica, como professor catedrático. O Prof. Pulido Valente muito contribuiu em Portugal para a valorização do método científico de análise no estudo da fisiopatologia tendo publicado vários estudos, nomeadamente «Bases Teóricas de Electrocardiografia Clínica». Foi afastado do ensino em 1947 por motivos políticos, pelo governo de Oliveira Salazar.
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Dá o nome à chamada “Praça Central”. Manuel Rodrigues Lapa nasceu em 1897 em Anadia, vila onde veio a falecer em 1989. Notabilizou-se como filólogo. A partir de 1928, por indicação de Leite de Vasconcelos, foi professor de Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa, funções de que foi demitido pelo governo de Salazar em 1935, por motivos políticos. Exilou-se no Brasil a partir de 1957, dedicando-se à investigação e ao ensino universitário, em Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Deixou publicada uma vasta e notável obra. Dirigiu o jornal «O Diabo» (1935-37) e a revista «Seara Nova», assim como as colecções «Textos Literários» da Seara Nova e «Clássicos Sá da Costa». Em 1985 foi agraciado com a Grã-cruz da Ordem do Infante.
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Miguel Ventura Terra foi arquitecto, um dos mais importantes da arquitectura portuguesa. Nasceu no ano de 1866, em Seixas (Caminha) e faleceu em Lisboa em 1919.
Estudou Arquitectura na Escola de Belas-Artes do Porto, e em 1886 frequentou a École des Beaux-Arts de Paris. Premiado com várias medalhas de honra. Foi responsável pela remodelação do Palácio de São Bento, em Lisboa (onde funciona a Assembleia da República). São de sua autoria importantes edifícios como a Sinagoga de Lisboa (1905), o Palacete Valmor e o Banco da Rua do Ouro (Banco Totta e Açores) (1906), os Liceus Camões (1907) e Pedro Nunes (1908), a Maternidade Alfredo da Costa (1908), a Casa Tomás Quartim (1911), casa distinguida com o Prémio Valmor, o Teatro Politeama (1912-1913) e a Igreja de Santa Luzia de Viana do Castelo.
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Francisco Lopes Vieira de Almeida nasceu em Castelo Branco em 1888 e faleceu em 1962, em Cascais. Figura de grande relevo da cultura portuguesa, era licenciado pela Faculdade de Letras de Lisboa e doutorado em Filosofia. Ingressou naquela Faculdade em 1915 como docente do grupo de História. Em 1921 voltou à área de Filosofia e ascendeu a catedrático em 1930, mantendo-se em actividade até 1958. Apesar de extensa obra nos domínios da poesia, romance e teatro, bem como traduções, é a sua actividade como professor e ensaísta nas áreas da Filosofia e da História que o distingue. Além da Lógica moderna, matemática, que introduziu na Universidade de Lisboa com estudos originais sobre Boole, Russell e Tarski, e que divulgou em obras menos especializadas, a sua actividade como filósofo deu origem a trabalhos nas áreas da Estética, Epistemologia e História.
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